FREGUESIA DE PAÇOS

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

Padroeira: Santa Ana.

Habitantes: 317 habitantes (I.N.E. 2011) e 464 eleitores em 05-06-2011.

Sectores laborais:  Agricultura e pecuária, construção civil, transformação de madeira e pequeno comércio.

Tradições festivas: Santa Ana (26 de Julho) e Nossa Senhora de Lurdes (20 a 25 de  Agosto).

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial e Capela de Nossa Senhora de Lurdes, Margens e pesqueiros no rio Minho e miradouro de Viladraque.

Gastronomia: Salmão, sável, lampreia, trutas e presunto curado.

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

Paços dista cinco quilómetros da sede do concelho , e ocupa uma área de aproximadamente 480 ha. Confronta com o rio Minho (que a separa de Espanha), a norte, Cristoval, a nascente, Fiães, a sul, e Chaviães, a poente.

Freguesia do Arcebispado de Braga, distrito administrativo de Viana, a mitra apresentava o reitor “colada”, que tinha cento e oitenta mil reis de rendimento

É composta pelos seguintes lugares principais: Sá, Outeiro, Viladraque, Beleco, Casais, Ázere, Ferreira, Govendo, Granja de Merelhe, Cruz, Vinhas, Pedreira, Ferraria, Casal, Corga, Campo das Bouças e Esporão.

 

 

RESENHA HISTÓRICA 

 

O topónimo (Paço, contracção de Palácio) derivará — de acordo com alguns estudiosos — do facto de aqui ter havido não um mas diversos palácios, ou casas solarengas, para alojamento de grandes senhores e suas gentes.

Povoação inquestionavelmente remota, teve decerto a sua origem na contínua pas­sagem de povos entre as duas margens do rio Minho.

Deverá ter sido “a sede de uma antiquíssima vila romana que enquadraria todo o Melgaço medieval.”

Acrescenta o Pe. Manuel Bernardo Pintor: “Movimento à localidade deve ter-lhe dado uma passagem que havia no rio Minho, por onde, em recuados tempos, passavam os peregrinos que demandavam o santuário jubilar de Santiago de Compostela, bem como pessoas que, das redondezas, se dirigiam para além Minho por motivo de seus negócios.

“Era o Porto de Bergote. Tal devia ser a sua importância e o movimento da passagem que a localidade se chamava Bergote de cá e de lá, em ambas as margens do rio, como atesta um documento do mosteiro de Fiães do ano de 1223 pelo qual Toda Monis com os seus seis filhos e filhas de apelido Fernandes e mais os filhos de Marinho Fernandes, que, pelo apelido, se deve presumir ser irmão do marido, venderam uma herdade a Fernando Sanches. Aqui se declara:

— A mesma herdade está situada na vila que chamam Bergote. Vendemos-te quanto aí temos em uma parte do Minho e na outra.

“Caso estranho o facto de no fim do do­cumento se mencionarem não as autoridades de Portugal mas, sim, as de Leão, entre o Senhor de Crecente, isto é, o governador, que era capelão régio, Pedro Fernandes.”

As Inquirições de D. Afonso III, em 1258, falam de Bergote, pertencente ao concelho de Melgaço. As de D. Dinis, em 1290, referem Bregontim, no julgado de Melgaço, antepondo-lhe, decerto por confusão, o qualificativo de freguesia. Nas Inquirições de 1307, já Bergote aparece sonegada aos direitos reais, desde há mais de seis anos.

No século XII há escrituras de propriedades em Paços, embora não indiquem o nome da terra. A primeira referência documental referindo expressamente Paços, com o nome de “vila”, aparece em 1210.

Em 1641, no decorrer das lutas da Guerra da Restauração, a freguesia de Paços foi invadida por oitocentos soldados da Galiza que já tinham provocado desacatos em Cristoval.

Ainda no que diz respeito à história da Freguesia, no Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo, pode ler-se textualmente:

«As primeiras referências conhecidas a Santa Maria de Paços remontam a 1171, e ao cartulário de Fiães, que contém vários documentos referentes a lugares desta freguesia.

No catálogo das igrejas situadas ao norte do rio Lima, que o rei D. Dinis mandou organizar, em 1320, para a determinação da taxa a pagar, a igreja de Santa Maria de Paços foi taxada em 25 libras. Pertencia, na época, à terra de Valadares.

Em 1444, a comarca eclesiástica de Valença, ao norte do rio Lima, foi desmembrada do bispado de Tui, passando o território a pertencer ao bispado de Ceuta. Em 1512, o arcebispo de Braga, D. Diogo de Sousa, deu ao bispo de Ceuta a comarca eclesiástica de Olivença recebendo em troca a de Valença do Minho. Em 1513, o papa Leão X aprovou a permuta.

No registo da avaliação dos benefícios da comarca de Valença do Minho, a que se procedeu, entre 1545 e 1549, no arcebispado de D. Manuel de Sousa, a igreja de Santa Maria de Paços, enquadrada na terra da vila de Melgaço, foi avaliada em 40 mil réis.

Na cópia de 1580 do Censual de D. Frei Baltasar Limpo, Santa Maria de Paços aparece como anexa ao mosteiro de Paderne, sendo da apresentação de padroeiros.

Em termos administrativos pertenceu, em 1839, à comarca de Monção e, em 1878, à comarca e julgado de Melgaço.»

Os acessos a Paços fazem-se fundamentalmente por uma E.N. com transportes públicos regulares e diários.

Para a educação, existe uma escola básica para o 1.º ciclo, dotada de refeitório, e para os demais níveis de ensino, há que ir até Melgaço (8 km). A mesma dependência de Melgaço e do seu Centro de Saúde, se verifica no âmbito da saúde e segurança social, já que nada está instalado na freguesia. O rio Minho é o principal cartaz turístico de Paços. De facto, a sua bela praia fluvial, as belezas ribeirinhas e as inesquecíveis vistas sobre o seu vale, quer do lado português, quer da Galiza são um forte motivo atractivo.

Quanto ao património edificado, o realce vai para a igreja paroquial, a Capela de Nossa Senhora de Lurdes e para as pesqueiras ainda existentes no rio. As pesqueiras são uma notável adaptação local, das ancestrais técnicas de pescar, principalmente a lampreia e o sável com os quais a gastronomia local faz as delícias dos apreciadores de boa comida. Os mesmos apreciadores que não dispensam também o excelente fumeiro e outros saborosos comeres que os porcos criados nos campos proporcionam.

 

 



 

FREGUESIA DE CHAVIÃES

 

INFORMAÇÃO SUMÁRIA

Padroeira: Santa Maria Madalena.

Habitantes: 385 (I.N.E.2011) e 567 eleitores em 05-06-2011.

Sectores laborais: Agricultura e pecuária, pesca fluvial, vinicultura e pequeno comércio.

Tradições festivas: Nossa Senhora da Conceição (8 de Dezembro), Santa Maria Madalena (22 de Julho), Nossa Senhora de Fátima e Santa Bárbara (Agosto) e Senhora da Encarnação (Setembro).

Valores Patrimoniais e aspectos turísticos: Igreja paroquial, capela da Quinta de Nossa Senhora da Conceição e Casa Grande Margens do rio Minho, pesqueiras  e Circuito de Cross.

Gastronomia: Arroz de lampreia e sável frito.

 

 

ASPECTOS GEOGRÁFICOS

 

A freguesia de Chaviães, situada numa colina sobranceira ao rio Minho, tendo a Galiza na outra margem, dista menos de dois quilómetros da sede do concelho. Confronta com o rio Minho, a norte e poente, com as freguesias de Paços e Fiães, a nascente, Roussas e Vila (Melgaço) a sul.
É composta pelos seguintes lugares principais: Baralha, Barraço, Barreiro, Bouça, Carvalheiras, Casal, Cortinhal, Cotos, Curveira, Escuredo, Gondufe, Igreja, Lajes, Nogueira, Orjás, Outeiro, Pena, Portela, Quinta, Redondas, Soengas, Tapada, Vale e Viso.

 

 

RESENHA HISTÓRICA

 

O topónimo deverá resultar de uma evolução de Flavianes, Flavianus, Chavianes (as portas da vila de Melgaço) até à forma actual.
Da Pré-História, este território guarda vestígios da cultura dolménica (ruínas de um dólmen), remontando a quatro ou cinco mil anos, no coto da Moura, e também restos da cultura castreja, no monte do Castelo.
Chaviães foi abadia da apresentação da casa de Bragança, no termo de Melgaço. Em 1839, aparece referenciada na comarca de Monção e, em 1878, já na comarca e julgado de Melgaço.
Era uma freguesia já com vida própria muito antes dos princípios da nacionalidade. Citado por Marques Rocha, no seu livro sobre “Melgaço”, escreve, a propósito, o Pe. Bernardo Pintor, na sua obra “Melgaço Medieval”:
“A freguesia de Chaviães já existia nos princípios da nossa autonomia nacional. Quando D. Afonso Henriques deu foral a Melgaço, em 1183, anexou-lhe metade de Chaviães, que era património da Coroa, não se dizendo a quem pertencia a outra metade. Nessa altura já tinha as suas estruturas firmadas.
“(…) Em 1177, Pedro Pires testou ao mosteiro de Fiães o seu corpo e metade de um casal em Chaviães, sob a igreja de Santa Seguinha. Devia ser pessoa de categoria, pois declara no documento que robora por suas próprias mãos, o que nos dá a entender que era pessoa instruída, o que era raro. Esta é a mais antiga referência que encontro à igreja de Chaviães e sua padroeira primitiva Santa Seguinha, que se encontra nos documentos desse tempo com a grafia Seculina, em latim. (…) A invocação a Santa Seguinha como padroeira de Chaviães ainda se mantinha quando se fez tombo da freguesia em 1547, em que também se fala na igreja de Santa Maria Madalena. No dizer do investigador padre Pièrre Davide, o culto de Santa Maria Madalena difundiu-se nestas paragens por efeito dos peregrinos que se dirigiam a Compostela.”

A actual igreja paroquial de Chaviães data do século XIII, época de que conserva alguns vestígios (românicos), quer na cachorrada do corpo do templo, quer na porta principal do edifício.
Foi donatária desta freguesia a Casa de Bragança. Apresentava o abade, o qual tinha de rendimento quarenta mil réis.
A sua população dedica-se essencialmente à agricultura, constituindo-se a vinha como uma das suas principais produções. Como valores culturais, para além daqueles já citados, destacam-se as pesqueiras no rio Minho muito características nesta região em que a pesca artesanal assume  desde sempre posição de  destraque.

Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias – Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.

251 401 888
ufchaviaesepacos@gmail.com
 
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